Uma carta de 11/04/2026
Meu querido eu do futuro;
Sempre me peguei imaginando como eu seria no futuro ou como tudo poderia ser diferente. Hoje estou de madrugada chegando em casa depois de uma noite com minha queridíssima Brenda, e pensei q n haveria momento melhor do q esse para escrever para mim. Também sempre acredito q minhas versões passadas não são de se orgulhar, e esse é um dos motivos pelos quais eu demorei tanto para começar. Queria falar sobre oq eu lembro de quando eu tinha 17 anos, já q não me lembrarei mais já cedo. Eu era inconformada, mas feliz. Eu não entendia muita coisa q eu achava que não havia de se entender, e eu me arrependendo de tanta coisa. Hoje me conformo, mas ainda assim não deixo de pensar no q poderia ter sido. Eu queria ter sido mais amável, mais compreensiva e queria ter vivido cada dia com mais ternura. O tempo passa e é assim q passamos nossas vidas. Eu sei q aproveitei mas sinto q deveria ter vivido mais e imagino q é de minha forma me sentir assim, como se tivesse faltado. Anteontem completei 24, oq para mim quis dizer muitas coisas e nada, me peguei pensando oq eu deveria ter feito e oq eu ja conquistei e o pouco e muito tempo q me sobra. Me lembro oq eu senti ao completar 19, permenaci algumas semanas paralisada e isso me assemelha com meu sentimento hoje. Me sinto capaz, mas incapaz, feliz, mas infeliz, e acredito q seja da natureza humana. Me sinto esperançosa para q o futuro me traga alguma grandeza se quer, e algum conforto, eu espero. Escrever para o passado seria mais fácil e mais longo, me perdi pensando oq eu falaria para mim mesma há 5 anos, e assim eu poderia escrever sem pensar pois tudo seriam conselhos e não questionamentos e dúvidas. Sou muito grata porém nunca me imaginei aqui. Acredito q tudo sempre pode melhorar, e hoje estou aqui, me sentindo sozinha, amada por poucos mas ao meso tempo, com esperança. Só oq eu quero é viver o suficiente para desfrutar do q eu amo e amarei.