Uma carta de 22/01/2026
Andreia, espero que encontres esta carta num período melhor da tua vida. Que nessa altura estejas bem profissionalmente, que encontres e trabalhes para a tua paz de espirito. No que diz respeito ao 'amor' espero sinceramente que largues essa tua relação, já não te traz nada de proveitoso, já só te está a magoar, a deixar com raiva, frustração e a perderes o teu tempo. Porque quem está ao teu lado não tem o direito de te diminuir, nem duvidar da tua lealdade. Não tens de pedinchar pelo 'amor' ou estima de ninguém, nem tens sempre de seres tu a procurar um carinho como se estivesses a pedir o Sol. Verdade seja dita, não tens de criar filhos que não são teus, e onde a tua presença é meramente para ajudares na renda e afins, não vale a pena, vão tomar decisões que te afetarão e saberão que irás ser contra e por isso optarão por não perguntarem a tua opinião. No fim do mês precisas é de pagar a tua metade da renda, opinião não tens, só tens o nome no contrato de arrendamento, mandares não mandas. Por isso, não tenhas medo de arrumar as tuas coisas e colocares um ponto final a essa tragédia, porque não são palavras do género 'que têm estima por ti', estima? Para andares sempre zangada, mais vale estares sozinha, pagares um valor exorbitante, mais vale voltares a casa dos teus pais e ajudares a tua mãe na manutenção da casa, reparos e restauros, afinal é a casa de família, e essas pessoas com quem divides a casa não te são nada, rigorosamente nada e nem tampouco se esforçam para isso. Pondera, pensa, mas pensa como deve de ser, coloca tudo numa balança. Precisas do teu espaço, precisas do teu sossego, precisas de paz.
Daqui a 6 meses conversamos de novo.