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Uma carta de 09/01/2026

9 de janeiro de 2026 9 de julho de 2026
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1143 palavras

"canção da unidade (encontre a sua melodia)


o sal da terra é o sal do mar,

o meu caminho é o teu andar.

o sal da terra é o sal do mar,

o meu caminho é o teu andar.


se eu soubesse não saberia.

se tu soubesses não saberias.

se eu soubesse não saberia...

que o sal da terra

é o sol da vida.


se eu soubesse não saberias.

se tu soubesses não saberias.

se eu soubesse não saberia...

que o sal do mar

é o sol da vida.


de zero (pelo coração da baleia sem fim)"


querida maria luiza do futuro, aqui é a malu do passado e eu começo essa carta com esse poema que eu acabei de ler num processo intuitivo de leituramancia pedindo a espiritualidade um encaminhamento para minha caminhada, e é impressionante como sempre acerta. esse livro foi um presente, um presente daqueles que a gente guarda com a alma e com o coração, inclusive vou enviar uma mensagem ao meu amigo zero que me deu de presente. malu, você sabe mais do que eu como o futuro é maravilhoso e cheio de riqueza (material e espiritual), eu sei que você já está colhendo alguns frutos maduros do que eu estou plantando neste agora. eu vi hoje nas cartas que para me tornar a mulher que eu nasci pra ser e preciso ser basta assumir minha grandeza e agir com muita entrega, energia e estratégia, sem medo de ser vista e brilhar, porque meu caminho está sendo muito guiado pelo mundo espiritual. eu confio, entrego e agradeço.


meu sankalpa me diz isso "eu estou no momento perfeito, nos lugares certos e com as pessoas apropriadas para a plena manifestação do meu propósito." a vida é muito mais simples, divertida e bela do que parece ser, essa é a grande verdade.


bom malu, outras coisas rolaram até aqui e olha que fazem nem dez dias que o ano começou. pela primeira vez na minha vida eu me sinto plenamente livre e segura, eu me sinto tão dona do meu próprio corpo, mente e verdade. e isso é tão significativo, sobretudo vindo de alguém que sofreu violências concretas e simbólicas na infância, é assustador perceber o que um trauma pode fazer na mente de uma pessoa (principalmente de uma criança), por tanto tempo eu me senti suja por coisas que sequer eram minhas. erotizar crianças é perverso. e é absurdo notar quantas pessoas perversas há no mundo, isso me chateia tanto, eu queria de verdade que o amor se tornasse uma norma social. de qualquer maneira, meu coração se alegra quando pessoas que passaram por isso conseguem encontrar a luz. eu encontrei a luz da lembrança e pude transmutar minha dor em vida, agora eu sou dona da minha vida, perdoei e pude curar minhas feridas, não tenho medo e passei a gostar de ser maria luiza.


eu acho mesmo que as vezes, no silêncio, eu não me amava tanto assim quanto eu pensava. a compaixão que eu doava ao mundo, às vezes não era capaz de doar a mim mesma... essa semana eu fiz algo revolucionário. olhei de frente para a minha crença base, a de que eu não merecia as coisas boas que me aconteciam. eu sentia isso porque sentia culpa pelas coisas que me aconteceram, mas quando eu olhei pro trauma de frente e disse a ele que não sentia mais medo, essa sensação foi embora e eu pude ver beleza em mim. eu pude pela primeira vez (com mais idade) ser completamente humana, vulnerável e genuína, reconhecer que eu mereço sim as coisas boas que me acontecem e que eu não preciso ser perfeita para merecer elas. eu posso apenas ser e isso basta. confesso que foi um processo longo de cura, que eu ainda tenho marcas comportamentais, mas eu dei um salto quântico na minha própria vida e me orgulho imensamente de mim mesma por isso. maria luiza, nós somos fortes pra um santo caralho. e fodas demais.


é maluquice, mas as vezes a gente precisa sair da nossa zona de conforto para aprender algumas coisas que a gente sabe. lembrar do que o nosso corpo tem memória é revolucionário, o corpo é mesmo um lugar de memória como os povos banto dizem. eu sou grata a todas experiências que eu vivi nos últimos dias, principalmente o acampamento da lala que me fez dar alguns bons saltos de fé que eu espero que você siga sustentando essas loucuras que me fez fazer. viver esse acampamento me fez querer ser melhor e como o leo (eu espero que ele siga sendo nosso amor) me disse "ser melhor que antes não é muito díficil", eu espero ter mais amor, vida e tempo pra partilhar. é sempre bom terminar coisas pensando "nossa, por que eu não fiz isso antes", é um presente. é assim que eu me sinto agora, sobre o acampamento, sobre comer melhor e ir pra academia, e sobre essa carta.


as vezes eu me julgo por decisões que eu tomo, mas eu sei que em geral o resultado é melhor.

as vezes é importante confiar nos impulsos que o corpo dá.

se você está lendo essa carta e sentindo esse impulso com gosto de medo, vai!

só vai. o resultado é bom sempre porque tudo vale a pena, se não virar amor vira poema.


maluzinha do futuro, é claro que eu quero ouvir e saber tudo que está acontecendo por aí, mas eu já escrevi sobre tanta coisa bonita que se eu ficar te fazendo pergunta clichê nós perderemos o brilho dessa carta. mas eu quero te dizer que eu te amo muito, independente do que está rolando, que eu estou muito feliz com o que nós estamos fazendo e conquistando porque o mundo é completamente nosso. esse ano é seu imperatriz, viva sem medo de ser luz, maluz. coragem, confiança, criatividade e amor para construir futuros regenerativos em comunidade e para encontrar a sua melodia.


sendo sincera eu tenho três perguntas, mas te prometo que são boas:

  1. qual beleza você percebeu hoje (interrogação)
  2. o que tá fazendo sua chama queimar (interrogação)
  3. qual foi o momento hoje que te fez sentir que esse dia valeu a pena (interrogação)


estou na missão de encontrar minha pergunta favorita do mundo, se tiver descoberto não hesite em me contar :) e por fim, se quiser mais um conselho: simplifica. a vida não é tão complexa quanto você pensa as vezes. se algo estiver difícil tá super errado! simplifica a linguagem, a vida, o pensamento, o projeto, o trabalho...enfim, simplifica tudo e respeita o fluxo.


sempre sua,

malu (ou maluzinha ou maria luiza).



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