Uma carta de 27/03/2026
Oi!
Giovanna,
Espero que esta carta te encontre bem.
Aqui é Kal, sou filho da D.Edilce, vivendo em João Pessoa e tentando equilibrar criação, corpo e pensamento no meio da correria da vida; gosto de explorar misturas entre arte e tecnologia, performance e fotografia, sempre com um pé na sensibilidade e outro na prática, mesmo quando tudo parece meio caótico (e geralmente é kkk); sou alguém que pensa muito, sente bastante e valoriza conversas verdadeiras, daquelas que podem ir do riso ao profundo em poucos minutos.
Curioso escrever para alguém que a gente mal conhece. Talvez por isso eu tenha começado pelo teu nome, como quem procura uma fresta por onde entrar, um sentido, uma pista, qualquer coisa que me ajude a sustentar esse gesto. E, no meio disso, me dei conta de algo simples: escrever uma carta, hoje, já é, por si só, um acontecimento.
Descobri que Giovanna carrega essa ideia de graça, de algo que vem como presente, como um gesto delicado do mundo. Também li que teu nome vibra com o número 6, ligado ao cuidado, à harmonia, a esse jeito de sustentar relações com sensibilidade. Não sei o quanto isso te representa, mas confesso que gosto da imagem: alguém que, mesmo sem perceber, organiza afetos ao redor. Na falta de certezas, fui buscar referências, como quem tenta desenhar um rosto pelo que encontro no nome. Pensei na Professora Giovanna Xavier, na Historiadora Giovanna Heliodoro, na Doutora Giovana Castro, na Sambista Geovana, na Jurista Letícia Giovanna… Não porque você seja como elas, seria injusto supor, mas porque o nome parece abrir esse tipo de possibilidade.
Hoje, nesse fluxo contínuo em que tudo acontece tão rápido, escrever uma carta parece um pequeno gesto de desaceleração. Uma tentativa de sustentar um tempo mais lento, de organizar o que se sente, mesmo que ainda não esteja completamente claro. No fundo, essa carta é isso: mais uma tentativa do que uma afirmação. Um gesto meio intuitivo, meio curioso, de alguém que não tem muito a dizer com precisão, mas ainda assim quis dizer algo.
Talvez porque, às vezes, o acaso também escreve.
Abração 🫂 🩵 ✨
Kal