Uma carta de 26/05/2026
Meu querido eu do futuro, estou escrevendo esse e-mail porque acabei de pintar as unhas de lilás e comprei um teclado novo. Então, quero performar digitando com as minhas unhas icônicas.
Faz um tempo que tenho pensado sobre as decisões que eu tomei para o ano de 2026. Eu já escrevi muito sobre isso no meu caderno, sobre ter tomado a decisão de sair da estagnação e fazer coisas diferentes e que me tiram da rotina. Em vários segmentos diferentes.
E eu continuo sendo surpreendida, positivamente.
Posso estar sendo repetitiva com os assuntos aqui. Mas ter começado a fazer acadêmia é uma coisa que me transfomou imensamente, me trouxe um sendo a mais de autocuidado, me trouxe mais propósito pra rotina, me aterrou.
Ter vivido a experiência de um festival, o Lollapalooza, que até então eu não sabia se ia gostar, me trouxe uma nova paixão, me trouxe uma nova vontade, uma nova perspectiva. Me peguei vivendo a atmosfera da música como nunca tinha vivido antes, me fez experimentar o que eu dizia "não gostar". Me fez me inscrever para a venda dos ingressos da Tomorrowland, para viver isso de uma forma completamente diferente no ano que vem.
Me inscrever para uma corrida, começar a treinar corrida de verdade, uma coisa que eu sempre senti dificuldade, ver o meu corpo saindo de "correr 1 minuto com dificuldade" para "correr 10 minutos" caminhar um pouco e continuar correndo mais. E me sentir viva.
É a constante sensação de que eu estou vivíssima. A sensação de que eu continuo evoluindo, de que o meu corpo está vivo. Eu estou viva.
Sair e fazer coisas diferentes, frequentar lugares diferentes, curtir coisas diferentes, e experienciar coisas que eu considerava "que não eram pra mim", serão pra mim sim. Isso não existe. Todos os lugares são pra mim.
E a partir do momento que eu não frequento o locais, fico me isolando, não me fazendo presente, cada vez menos os locais serão pra mim.
E é isso.