Uma carta de 25/11/2025
Oi, Quel.
Se você está lendo isso, parabéns.
Você venceu mais dias do que achou que conseguiria — e isso já é muito.
Eu tô escrevendo de um lugar meio confuso, meio bonito.
Um lugar onde estou tentando me entender, me reconstruir e me respeitar mais.
E eu espero que, quando você leia isso, você sinta orgulho da mulher que se tornou.
Queria te perguntar algumas coisas bem sinceras:
Você está feliz?
Uma felicidade tranquila, possível.
Você está com gente que te trata bem?
Que te quer por perto, que te entende no olhar?
Ou você ainda está insistindo em pessoas que não cabem mais na sua vida?
E você, Quel… você tem se escolhido?
Você tem sido gentil consigo mesma?
Porque eu sei o quanto você tenta ser forte, firme, madura — mas no fundo só queria um abraço e um pouco de paz.
Eu espero que você esteja vivendo coisas que hoje eu só imagino:
uma rotina mais leve, um amor gostoso (ou a decisão de não ter nenhum amor por enquanto), uma vida financeira organizada, um trabalho que faça sentido.
E principalmente: que você tenha parado de se cobrar tanto.
Se não tiver conseguido tudo ainda, tudo bem.
Você não precisa estar pronta.
Você só precisa estar caminhando.
E eu sei que você caminha, porque sempre caminhou — mesmo quando doeu, mesmo quando teve medo, mesmo quando o mundo te tratou duro demais.
Eu gosto de você, Quel.
Gosto da sua coragem emocional, da sua bagunça bonita, do seu jeito de sentir tudo muito forte.
Você merece coisas grandes, mas também merece o simples: descanso, segurança, gente boa ao redor.
Que a mulher que lê essa carta olhe pra trás com carinho.
E que a mulher que escreveu essa carta saiba: você fez o melhor que conseguiu com o que tinha.
Com amor,
Você mesma, do agora.