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Uma carta de 23/03/2026

23 de março de 2026 23 de setembro de 2026
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Meu querido eu do futuro

Não sei ao certo como começar essa carta. Confesso estar frustrada, talvez até agustiada e em pânico. E creio que por isso tenho tido essa vontade de falar com você futuramente, pois a única coisa que estou tentando manter é a fé.

Não estou doente físicamente, o que para muitos já não é um grande problema. Porém, estamos adoecendo mentalmente e sinto o corpo cobrando com dores no pescoço, dores de cabeça, até nauseas.

Não esperava que o LABPE fosse incrível e maravilhos. Porém, foi (está sendo) um ambiente carneceiro. Minhas qualificações dispensaveis, minhas experiencias ignoraveis. Serva para conveniências, com responsabilidades mas todas míticas e emergencial temporário. E não... Não sobrou ninguém que valesse ali, até as pessoas "amigas".

Entre lutar por nós ou lutar por uma amiga; a amiga ganhou. Entre nós dá a oportunidade de atuar, quer controlar cada segundo, dificultando a fluidez do trabalho, para depois falar que "não gostaramos de trabalhar. Entre nós dá a oportunidade de crescemos, fomos tulidas e diminuídas. Em suma, pareciamos catar migalhas para tentar nos mantermos ali. E tentaram nos comprar com palavras vazias para nos induzir e subornar.

Contudo, estou deteriorada, questionando a mim, minhas capacidades técnicas, conhecimentos, e tudo aquilo que acreditei que havia me construido. Aqui vejo que perdi o valor de mim mesma.

Ainda assim, gente resisteu bem. Mas espero do fundo do meu coração que quando essa carta chegar, você esteja melhor, até mesmo em outro lugar, que te faça mais feliz, e melhor, te faça bem.

Ainda assim, espero que utilize essa experiência para aprender os nossos limites. Pois vou te confessar uma coisa.. Se eu pudesse, pedia demissão. Então são pontos inegociáveis.

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