Tempo percorrido - 4 anos

Uma carta de 19/02/2026

19 de fevereiro de 2026 19 de fevereiro de 2031
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Curitiba, 2026


Oi, Gi.


Quero começar dizendo que estou muito orgulhosa de você.

Sério. Você não tem ideia do quanto amadureceu esse ano. Se hoje parece tudo meio incerto, meio em construção, é porque você está crescendo.


Eu não sei quais planos deram certo aí no seu “futuro”. Talvez alguns tenham sido realizados, talvez outros tenham sido abandonados — mas espero que você tenha permanecido fiel àquilo que aprendeu agora: confiar em Deus acima dos resultados. A porta que Deus abre ninguém fecha. E a que Ele fecha… era livramento.


Agora deixa eu te contar como estou hoje.


Estou no estágio de pediatria. E, para ser sincera, às vezes me bate medo. Penso: “E se chegar a hora de atender sozinha, sem chefe por perto? Eu vou dar conta?” Existe uma insegurança real. Mas também existe uma voz pequena lembrando que eu estudei, que eu me importo, que eu sou responsável. Talvez você esteja lendo isso já sendo especialista… e eu aqui ainda me sentindo aprendiz.


Sobre amor… eu anseio por ter conhecido meu marido. Sim, eu sonho com isso. Mas escolhi descansar em Deus. Decidi não alimentar pensamentos aleatórios sobre qualquer rapaz. Só vou permitir meu coração se mover quando houver direção clara — e muitos livramentos kkkkk.

Se você já encontrou alguém, por favor, lembra: ele precisa ser homem de Deus, precisa ser alicerce junto com você, precisa ser o tipo de pai que você deseja para seus filhos. Não negocie isso. A casa só fica de pé se a fundação for Cristo.


Também não sei se vou passar na residência. Existe uma leve ansiedade sobre o ano que vem. Não saber exatamente o que farei mexe comigo. Mas, curiosamente, uma possibilidade me acalma: se nada der certo, posso atender no litoral, estudar e surfar kkkkk. Deus continua sendo Deus lá também. Minha vida não está limitada a um edital.


Comecei a tratar o TDAH. Ainda estou processando o diagnóstico. Estou aprendendo a me aceitar capaz com isso, e não limitada por isso. Queria saber: valeu a pena o tratamento? Você conseguiu se organizar melhor?

E lembre-se: você é livre. Se um dia decidir não usar mais medicação, você continua sendo competente. Tudo o que conquistou até aqui foi real. O remédio não cria caráter, não cria vocação, não cria inteligência — ele só auxilia. Sua capacidade sempre foi sua.


E sobre Deus… algo novo começou agora. Uma profundidade diferente, uma sensação de ter saído de um período de aparente ausência para um tempo de satisfação em Cristo. Quero saber: você mergulhou mais fundo? Entendeu melhor seus chamados? Permaneceu com o coração sensível?

Por favor, não me diga que você reduziu sua consistência com Ele. Não me diga que começou a se desvalorizar. Lembra de quem você é.


Cuida do corpo também. Exercício pelo menos 3 vezes na semana, hein. E conseguiu dormir 8 horas por noite? Essa era a meta. Você sabe que precisa.


Se hoje tudo parece meio indefinido, talvez seja porque Deus está escrevendo algo maior do que você consegue enxergar agora.


Confie.

Descanse.

Permaneça.


Com amor,

Gi de 2026 🤍


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