Tempo percorrido - 1 ano

Uma carta de 18/10/2025

18 de outubro de 2025 18 de outubro de 2027
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Querida Eu do futuro,

Escrevo-te esta carta como um sinal de que conseguiste evoluir, não apenas academicamente, mas também dentro de ti. Lembras-te de quando a dança era apenas uma paixão que crescia silenciosamente? Hoje, ela é a raiz que te sustenta mesmo quando tudo o resto parece desabar. Entraste na Escola Superior de Dança com o corpo cansado, mas com o coração preenchido por aquela certeza antiga: a dança não se larga.

Ao longo deste novo ciclo universitário, mais do que técnicas ou metodologias, estás a aprender a construir um caminho com o teu próprio corpo. Estás a provar a ti mesma que a arte pode ser profissão, sustento e amor. Que não precisas de escolher entre amar o que fazes e viver com autonomia, mas sim, podes, com dedicação e apoio, ter ambos. Talvez ainda sintas medo, como naquele tempo em que hesitaste em reconhecer a dança como futuro. Mas agora sabes: o medo não é um inimigo, mas é sinal de que escolheste um caminho que importa e que merece que lutes por ele. E o apoio certo, como o do Grupo Mosqueteiros, foi decerto a ponte entre a paixão e a possibilidade. Entre o corpo que dança e a artista que consegue por mérito próprio manter-se em pé, livre e independente.

Espero que continues a dançar mesmo nos dias em que o corpo dói e a rotina pesa. Espero que nunca te esqueças que a tua independência não começa apenas quando recebes um valor monetário, mas quando percebes que és capaz de criar o teu próprio espaço no mundo. Que o teu percurso académico seja mais do que um diploma: que seja uma forma de te reafirmares todos os dias, com coragem, que a dança não é apenas aquilo que fazes.

É aquilo que és.


Com amor e uma respiração funda,

A tua versão de agora, que ainda teme, mas avança.

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