Tempo percorrido - 4 anos

Uma carta de 18/05/2026

18 de maio de 2026 18 de maio de 2031
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Título: Carta para a Minha Versão do Futuro


Olá, meu nome é Mariana, tenho 22 anos e hoje vou falar um pouco sobre como eu me vejo daqui a 5 ou 10 anos.


Atualmente, tenho uma filha de um ano e três meses, sou casada e, até o momento, ainda não sei exatamente o que quero para o meu futuro. Há alguns anos, eu sonhava em entrar para a área da saúde. Queria ser médica, porque sempre tive vontade de acolher, ajudar e cuidar das pessoas. Eu me identificava muito com a oncologia pediátrica, mesmo sendo uma área difícil, sensível e emocionalmente pesada. Ainda assim, eu me via ali, dando apoio, esperança e carinho para quem precisasse.


Com o passar do tempo, comecei a pensar na enfermagem. Queria me formar e atuar como socorrista, trabalhando no SAMU, no resgate, em situações de emergência. Sempre gostei da ideia de estar presente e ajudar pessoas em momentos difíceis. Porém, hoje em dia, já não me vejo tanto nessa área como antes.


Com 22 anos, ainda me sinto perdida em relação ao meu futuro. Sinto que ainda não encontrei o meu lugar e, muitas vezes, tenho a sensação de estar atrasada na vida. Mesmo assim, quero deixar esta carta para a Mariana daqui a cinco anos.


Mariana, nós conseguimos nos formar? Como está a nossa pequena Íris hoje em dia? Ela está estudando? Continua se desenvolvendo bem? Já parou de fazer birra e continua chamando pela mamãe?


E a nossa carreira? Seguimos o coração e entramos para a área da saúde ou fomos mais ousadas e escolhemos a área da estética? Afinal, você sempre gostou de maquiagem, beleza e dessas coisas que despertam autoestima nas pessoas.


Mariana, você ainda se sente perdida? Já conseguiu se encontrar? Ainda se preocupa tanto em não saber onde se encaixa?


Mariana, quero que você seja firme. Não se preocupe mais com tudo o que passou. Hoje nós estamos exatamente onde deveríamos estar, no tempo em que deveríamos estar. Sabemos o quanto esse processo foi difícil. Foram tempos de incertezas, dúvidas e de se sentir impotente diante da vida e do futuro. Mas você conseguiu. Você venceu cada medo, cada insegurança e hoje está exatamente no lugar em que deveria estar.


Quando você ler esta carta, espero que perceba o quanto ainda era insegura, o quanto carregava medos e dúvidas sobre o futuro. Porém, agora, cinco anos depois, você pôde viver e testemunhar tudo aquilo que um dia sonhou em silêncio.


Também dedicamos esta carta para a pequena Mariana de dez anos atrás, que muitas vezes não tinha esperança em relação ao próprio futuro. Que hoje ela possa olhar para tudo isso e perceber que valeu a pena continuar.


Hoje, encerro esta carta com muitas perguntas e poucas respostas. Porém, espero que a Mariana do futuro olhe para a Mariana de hoje com carinho e orgulho. Que ela entenda o quanto foi difícil não saber exatamente qual caminho seguir, mas que, mesmo assim, continuou tentando, sonhando e acreditando em dias melhores.


Talvez hoje eu ainda não saiba quem vou me tornar, mas sei que estou tentando descobrir, um passo de cada vez.


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