Uma carta de 12/02/2026
"Amor fati". Eu do futuro, eu gostaria de saber o que lhe vem a mente ao ler essas palavras. Você pensa ter alcançado o nível desejado nessa filosofia? Você acha que se vivesse a sua vida de novo, para sempre, estaria tudo bem?
A verdade é que eu espero grandes coisas do meu eu do futuro, não como expectativa ou como eu querendo fugir das minhas responsabilidades, mas sim como um símbolo de amadurecimento e consequência dos esforços do eu de hoje.
Vamos falar um pouco sobre o eu atual. Acho justo começar falando dos meus anseios, como por exemplo o cansaço de ir pra São Paulo todo dia, pegar ônibus e trem, e no fim não produzir nada em casa... Esse sentimento vem me cansando, porém, acredito fielmente que isso faz parte do viver as infinitas vidas de Nietzsche. Sinto também uma dificuldade em "não ter inimigos", venho ficando ansioso e tendo problemas com interações sociais, por mais que eu creia que faz parte do processo, isso de fato é problemático. E agora, algo que eu espero não me afetar o mais breve possível é: "Joanna", sim, mesmo após toda minha situação com ela no amarelinho, eu ainda penso na situação, nela e como tudo ocorreu. Durante a colação, eu fiquei do lado da família dela, então acabei lembrando um pouco de tudo e pra piorar, vi ela na hora de ir embora e bem, eu ainda me sinto desconfortável perto dela, não só isso como eu ainda sinto algo por ela. Graças a Deus ela passou na USP e vai viver no gigantesco mundo de são Paulo, pq se não, eu poderia me agarrar nisso pra manter contato com a mesma.
Por fim, eu posso dizer que eu estou orgulhoso de todo esse trabalho que eu tenho feito, enquanto eu me esforço na aula ou no trem, eu lembro que eu furei a bolha e que eu escolhi o difícil ao invés de me escorar no fácil. Não como se eu não pudesse ficar em Mogi, mas a verdade é que eu não queria ficar, logo, eu fiz uma escolha e consegui cumprir com ela.
Meu recado pro eu do futuro e pra ser sincero, pro eu de hoje é, não desista. Amor fati.