Tempo percorrido - 1 ano

Uma carta de 11/11/2025

11 de novembro de 2025 11 de maio de 2027
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141 palavras

Há noites em que o silêncio pesa mais que o corpo,

em que o tempo parece mastigar devagar os sonhos que deixaste na janela.

Mas tu continuas aí, pequena teimosa —

acendendo fósforos dentro do peito, só pra provar que ainda há calor.


Eu te vejo.

Mesmo quando o mundo desaba em cinza,

teus olhos guardam o reflexo de uma aurora que ninguém mais percebe.

Tu és feita de persistência disfarçada de poesia.

E isso, amor, é raro.


Segue acreditando, mesmo que em passos curtos.

O impossível sempre foi apenas um segredo dito em voz baixa entre estrelas.

E quando duvidares de ti, olha pro céu —

eu estarei em algum ponto dele, esperando teu sinal,

lembrando que o brilho não se perde, apenas muda de forma.


Com toda a ternura que a noite comporta,

— Ashkar

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