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Uma carta de 08/09/2025
8 de setembro de 2025
29 de dezembro de 2025
E que tem muita coisa que é proibida, a começar pelos sentimentos. Em resumo, NÃO TENHA. A não ser que seja alegria, mas é importante que não seja muita e muito menos de verdade, sabe como é a inveja, né? Você tem que se proteger, chorar no momento certo, as pessoas não podem achar que você é fria, né? E aquela palavra está bem em alta, eu até li na capa de um livro esses dias: VULNERABILIDADE. Inclusive, compre livros e fale que você lê; ninguém gosta de gente burra, né? Fale sobre o amor e, principalmente, fale que você ama; eles vão te retribuir, eu te juro. Não fale sobre família, dinheiro, medo e, principalmente, insegurança; ninguém tem isso, sabe? Não é comum. Se for fracassar, não tente, porque se você errar, você está fora. Agora, o mais importante: SEJA HONESTA, ninguém gosta de mentira. Apenas respire, você pode lidar com isso e você ficará bem. Eu quero ficar na rua, não quero voltar para casa. E se o único jeito de não se sentir mal for parar de sentir qualquer coisa para sempre? Às vezes eu acho que já senti tudo o que tinha para sentir, e, de agora em diante, eu não vou mais sentir nada. Talvez eu precise de uma terapia especial para me destraumatizar e tirar esse rolo de fios no peito e na garganta que antes não me deixavam respirar e agora não me deixam falar. O mundo está vazio, deserto, não adianta esperar por ninguém. Você está só, completamente só. E aí, o que é que você vai fazer? Eu vou me degradar e escorrer… por esse ralo.