Tempo percorrido - 9 anos

Uma carta de 08/02/2026

8 de fevereiro de 2026 8 de fevereiro de 2036
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Acho que ultimamente não amo mais homem algum, ando com um sentimento de apatia sem fim. Cheguei me envolver com alguns sexualmente, mas sentimento não tive com ninguém depois do Yuri.

Eu o amava, talvez nunca tenha amado ninguém até conhecer ele, pelo menos até aqui.

Ainda lembro de conhecer ele no bar, de ter achado que ele era só mais um babaca e depois me chocar com o fato de que ele era doce, gentil e carinhoso.

Eu o amava, amava cada sorriso, a voz de cigarro, o gosto do beijo, o sarcasmo, a ousadia, a liberdade, o toque, a honestidade e, principalmente, as mentiras.

Todas aquelas mentiras que eu quis crer, todos os elogios e promessas que ele nunca quis cumprir. Todas as vezes que ele me fez me sentir a mais linda entre todas as mulheres foram apenas mentiras, assim como os seus beijos mentirosos e seu desejo que nunca foi por mim.

Por Deus, eu o amava e ele nunca sequer me quis!

Por que? Por que mentir por três anos? Por que eu o não deixei ir embora quando ainda estava a salvo?

Agora, aqui estou eu lidando com a vergonha de ter acreditado...

Você, Yuri, com seu ego e sua maldita arrogância fica ai achando que o meu sofrimento é não ser amada por você.

Mas o meu sofrimento é ter acreditado, acreditado que você me via como algo além de um pedaço de carne a ser consumido. Meu sofrimento é ter acreditado quando você disse que queria me conhecer. Meu sofrimento é ter acreditado em você e em como você me beijava.

Eu sempre soube que você não me amava, mas acreditei quando disse que gostava de mim.

E eu vou te odiar, pelo o resto dos meus dias, por ter me feito acreditar.

Eterna Tomatinha

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