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Uma carta de 06/05/2026 - Cápsula Tempo - Jéssica Indalencio (Pós Liderança e Gestão)

6 de maio de 2026 6 de novembro de 2026
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Meu querido eu do futuro


Hoje escrevo essa carta em um momento muito importante da minha vida profissional e pessoal. Estou vivendo uma fase de transição, amadurecimento e muita reflexão sobre quem me tornei e sobre onde ainda quero chegar.

Depois de 14 anos no setor têxtil e 7 anos dentro da mesma empresa, percebo o quanto cresci na prática. Durante muito tempo fui assumindo responsabilidades sem perceber o tamanho da minha evolução. Hoje atuo diretamente na gestão comercial, estratégia de vendas, relacionamento com representantes, operação, pós-venda, B2B, outlet e expansão de mercado. Na prática, deixei de ser apenas alguém operacional há muito tempo — me tornei uma profissional estratégica, com visão ampla do negócio e capacidade de execução.

Ao mesmo tempo, também estou vivendo um momento de busca por reconhecimento, clareza e posicionamento profissional. Pela primeira vez, sinto que preciso olhar para mim com mais coragem e entender que minha entrega merece ser valorizada de forma proporcional. Estou aprendendo a não minimizar minha trajetória, minha experiência e tudo o que construí até aqui.

Hoje também inicio a pós-graduação com muitas expectativas. Acredito que ela será um divisor de águas na minha vida. Não apenas pelo conhecimento técnico, mas pela transformação da minha mentalidade, da minha confiança e da forma como me posiciono profissionalmente. Quero desenvolver ainda mais minha visão estratégica, minha liderança e minha capacidade de estruturar processos e pessoas. Quero sair do lugar de “resolver tudo” para assumir definitivamente um papel de gestão, com mais clareza, autoridade e equilíbrio.

Quando chegar primeiro de outubro, imagino que estarei mais segura de mim. Espero olhar para trás e perceber que comecei a construir uma nova fase da minha carreira — mais madura, mais estratégica e mais alinhada com o valor que realmente entrego. Quero estar ocupando um espaço mais compatível com minha capacidade, talvez já em uma posição formal de gestão, com mais autonomia e reconhecimento.

Mas, acima de qualquer cargo ou salário, espero estar orgulhosa da mulher que decidiu parar de se diminuir para finalmente ocupar o espaço que merece.

Espero que até lá eu tenha aprendido a delegar mais, confiar mais no meu potencial e entender que liderança não é fazer tudo sozinha — é construir, organizar e desenvolver pessoas e processos.

Se você estiver lendo isso no futuro, espero que tenha conseguido preservar algo que hoje considero uma das minhas maiores qualidades: a dedicação genuína, o cuidado com as pessoas e a capacidade de fazer acontecer mesmo diante da pressão.

Que você nunca esqueça de onde veio, mas também nunca aceite permanecer em lugares menores do que aquilo que pode se tornar.


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