Uma carta de 03/04/2026
Meu querido eu do futuro, Se você está lendo isso agora, significa que o tempo passou. Cinco anos. Parece muito quando estamos no presente, mas eu sei que, para você, talvez tenha passado como um sopro — ou como uma travessia difícil que exigiu mais de você do que imaginava.
Eu não sei exatamente onde você está agora. Não sei se você ficou no Brasil ou se finalmente atravessou o oceano. Não sei se você está exercendo o Direito, estudando fora, construindo algo seu, ou recomeçando mais uma vez. Mas eu sei de uma coisa com absoluta certeza: você não é mais o mesmo.
Espero que você tenha se tornado alguém mais firme, mais estratégico, mais calmo diante da pressão. Alguém que não se desespera com o tempo, mas aprende a usá-lo como aliado. Alguém que entendeu que disciplina, todos os dias, sempre foi mais importante do que motivação ocasional.
Você lembra de como se sentia perdido às vezes? Das dúvidas entre advocacia, concurso, LLM, estabilidade e liberdade? Eu espero que você não tenha esperado a resposta perfeita para agir. Espero que tenha caminhado mesmo com medo. Porque, no fundo, você sempre soube: clareza vem depois da ação, não antes.
Eu quero te fazer algumas perguntas — e você deve responder com honestidade:
Você construiu a independência financeira que tanto buscava, ou ainda está dependendo de algo que prometeu deixar para trás?
Você honrou sua palavra consigo mesmo? Ou ainda negocia com a própria disciplina?
Você se tornou alguém que seus pais olham com orgulho não apenas pelo que conquistou, mas por quem se tornou?
Você ainda sonha em conhecer o mundo… ou deixou esse sonho ficar pequeno?
Você continua crescendo — ou se acomodou?
Se alguma dessas respostas te incomodar, não ignore. Você sempre teve consciência demais para viver no automático.
Agora, se você conquistou coisas grandes — e eu acredito que sim — eu espero que você não tenha perdido o essencial no caminho. Sua sensibilidade. Sua capacidade de refletir. Sua vontade de construir uma vida com significado, não apenas status.
Lembre-se de quem você era quando escreveu (ou melhor, pediu) essa carta: alguém que queria ser melhor, que não aceitava mediocridade, que buscava clareza, independência, crescimento e uma vida maior do que o comum.
Você prometeu não se contentar com pouco.
Então me diga: você cumpriu?
Se cumpriu, continue. Não pare agora. O seu padrão sempre foi evoluir.
Se não cumpriu… então isso aqui não é um julgamento. É um lembrete.
Você ainda tem tempo.
E, honestamente, você sempre soube exatamente o que precisava fazer.
Com expectativa — e um pouco de cobrança,
Você mesmo.
(essa carta pedi ao chatgpt escrever, sem eu ler, então não sei o que está escrito. A próxima, eu escrevi com ajuda do chatgpt e sei o que está escrito, então fique com ela.)
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Querido eu de 5 anos no futuro,
Se tudo deu certo, você está lendo isso com 27 anos. E, sendo bem honesto, eu tenho muita curiosidade — e até um pouco de ansiedade — para saber quem você se tornou.
Hoje, quem escreve é um jovem de 22 anos, estudante de Direito, cheio de ambição, dúvidas e uma vontade enorme de construir uma vida que vá muito além do que sempre foi considerado “comum”. Eu ainda estou no meio do caminho. Ainda tentando descobrir qual direção seguir com mais firmeza: advocacia, concurso público, talvez um LLM fora do país… ou uma combinação de tudo isso.
Mas deixa eu te atualizar melhor sobre o momento exato em que estou.
Hoje, eu estou estagiando remotamente no Grupo LAdvocacia, com a Dra. Laíse. No dia 19 de abril vai completar um mês. Só que ainda existe uma incerteza: a faculdade (Unifacisa) ainda não liberou oficialmente. Vou conversar com eles, explicar como funciona o estágio, mostrar que estou exercendo atividades jurídicas de verdade. Se eles reconhecerem isso, eu continuo. Se não… talvez eu tenha que sair.
E isso, sinceramente, me deixa um pouco apreensivo.
Porque eu sei o quanto esse estágio pode ser importante. Pode ser o começo de muita coisa.
Então me diz… isso deu certo? Eu consegui continuar? Esse estágio teve impacto real na minha trajetória?
Agora, falando de algo que também é muito importante pra mim:
Meu inglês.
Hoje, minha média no EF SET é 62, o que já me coloca no nível C1. Mas não é tão equilibrado quanto eu gostaria. No reading, estou em C2. No speaking, C1. No listening, B2 quase C1. E no writing, B1 quase B2.
Ou seja… ainda tem trabalho a ser feito.
Mas eu estou comprometido.
E mais: pretendo começar francês no final de 2026.
Então me conta… você conseguiu?
Seu inglês hoje é realmente fluente, natural, sem esforço? Você consegue conversar, argumentar, trabalhar em inglês com confiança?
E o francês… virou realidade ou ficou só no plano?
Agora voltando para algo mais profundo.
Eu continuo sendo alguém que valoriza muito a família. Que sonha em dar uma vida melhor para os pais. Que quer viajar o mundo, conhecer culturas novas, viver experiências internacionais.
Mas também continuo sendo alguém inquieto.
Eu quero crescer. Quero independência financeira. Quero liberdade — de escolha, de lugar, de vida.
Mas, ao mesmo tempo, eu sinto medo.
Medo de escolher errado.
Medo de perder tempo.
Medo de não alcançar tudo isso.
Então me diz… você conseguiu lidar com isso?
Você encontrou um caminho ou ainda está explorando? E mais importante: você se sente satisfeito com as escolhas que fez?
Você está trabalhando com o quê hoje? Direito mesmo? Advogando? Passou em algum concurso? Ou seguiu um caminho que eu nem imaginava?
Você conseguiu sair do Brasil? Fez um LLM? Morou fora? Conheceu o mundo como sempre quis?
E sua vida pessoal?
Você conseguiu equilibrar tudo? Tem amigos próximos? Continua presente com a família?
E uma pergunta difícil:
Você ainda se reconhece?
Ou você se perdeu um pouco no caminho?
Porque isso me preocupa.
Eu não quero me tornar alguém vazio, vivendo só por dinheiro, status ou validação. Eu quero construir algo sólido, mas com sentido.
Então, por favor… se você percebeu que se afastou disso, ainda dá tempo de ajustar.
Agora me responde com sinceridade:
Você está feliz?
Não uma felicidade constante, mas uma satisfação real com a vida que construiu?
E sobre disciplina…
Você conseguiu desenvolver isso de verdade? Porque hoje eu estou lutando por isso. Tentando estudar mesmo sem vontade. Tentando evoluir no inglês. Tentando vencer a procrastinação.
Você venceu essa batalha?
Se sim, eu tenho muito orgulho de você.
Se não… ainda dá tempo.
Nunca esquece disso.
E antes de terminar, deixa eu te lembrar de quem você era:
- Alguém que queria mais da vida
- Alguém que acreditava que podia construir algo grande
- Alguém que valorizava a família acima de tudo
- Alguém que sonhava em ver o mundo
- E alguém que, mesmo com medo, continuava tentando
Eu estou fazendo o melhor que posso com o que tenho agora.
Espero que você olhe para trás e tenha orgulho de mim.
E, se puder fazer algo por mim…
Continue.
Continue evoluindo. Continue buscando. Continue acreditando.
Mas não esquece de viver.
Com esperança e determinação,
Seu eu de 22 anos.