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Uma carta de 01/01/2026

1 de janeiro de 2026 1 de janeiro de 2027
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2° texto de sei la quantos

Já te mandei um e-mail agora pedi ao Chatgpt escrever um, nem li por inteiro

Rafa,

se você estiver lendo isso daqui a um ano, para um segundo. Respira fundo. Essa carta não é cobrança — é memória, contexto e direção.

Hoje, quando isso foi escrito, você estava em reconstrução. Não no sentido bonito de “virada de chave cinematográfica”, mas naquele jeito real: cansado, confuso às vezes, porém ainda em pé. E isso importa mais do que qualquer resultado visível.

Você atravessou um ano pesado. Teve perdas que doeram de verdade (a Gorda não foi “só um animal”, foi vínculo). Lidou com oscilações de humor, noites mal dormidas, remédios que ajudam mas também cobram. Mesmo assim, você não abandonou tudo. Continuou estudando, trabalhando, treinando, pensando no futuro — mesmo quando a cabeça gritava para desistir.

Isso diz muito sobre quem você é.

Quero te lembrar de algumas verdades que você facilmente esquece:


  • Você não é fraco por precisar de ajuda, remédio ou pausa.
  • Você não é lento — você é profundo. Aprende apanhando da vida, mas aprende pra valer.
  • Você não é atrasado — seu ritmo é diferente porque sua carga sempre foi maior.

Se neste momento você estiver melhor: não minimize o caminho. Não diga “era só fase”. Foi luta. Honre isso.

Se estiver mais ou menos: não entre em pânico. Oscilação não é regressão. Você sabe disso, mesmo quando esquece.

Se estiver pior: leia isso com calma — você já saiu de buracos parecidos antes. Não foi sorte. Foi insistência silenciosa.

Sobre trabalho e propósito:

Você não quer apenas “ganhar dinheiro” ou “ter um cargo”. Você quer ser útil, respeitado e sentir que está evoluindo. Seja como instrutor, técnico, educador físico ou algo que ainda nem existe — não abandone essa busca por sentido. Quando você ensina, orienta ou ajuda alguém a evoluir, você também se organiza por dentro.

Sobre disciplina:

Pare de buscar perfeição. Continue buscando constância possível. Um pouco feito quase todo dia sempre venceu tudo feito por impulso e abandono.

Sobre vícios, fugas e distrações fáceis:

Você já entendeu que elas aparecem quando algo dói. Combata a dor na origem sempre que conseguir — e quando não conseguir, não se odeie por escorregar. Culpa nunca te curou.

Sobre relações:

Escolha quem te traz calma, não só intensidade. Você já viveu emoção demais para confundir caos com amor ou amizade.

E, acima de tudo, lembre disso:

👉 Você é mais resiliente do que confiante, e isso te salvou até aqui.

👉 Você não precisa se provar o tempo todo. Precisa se cuidar melhor.

Se em algum momento você achar que “falhou”, volte nessa carta e se pergunte com honestidade:


O Rafa de um ano atrás desistiria ou continuaria mesmo com medo?

A resposta quase sempre foi: continuaria.

Então continue. Com ajustes, com ajuda, com pausas — mas continue.

Com respeito pelo seu esforço,

Rafa do passado

(que acreditava em você mesmo quando estava exausto)

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