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Uma carta de 01/01/2026

1 de janeiro de 2026 1 de janeiro de 2027
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721 palavras

Oi Ju do futuro,

Espero que 2026 tenha sido um ano bom p/ você.

E por bom eu quero dizer, q vc tenha ganhado dinheiro, tenha feito poucos e bons amigos e se der, tenha conhecido alguém legal.

2025 teve bons momentos com você se especializando em restauração florestal, teve um projeto e o curso de yale, conheceu a bahia, viu a restauração no chão como tanto queria, fez provas de natação, e começou ao final do ano um vôlei... já o surf ficou pelo caminho.

E momentos não tão bons, como ficar um ano sem aumento mesmo batendo as metas, sentir a vida um pouco estagnada pedindo as mesmas coisas por mais um ano, o fato de não ter saido da casa dos seus pais... isso te machuca bastante, sabe?

Hoje, estavamos os 5: suas avos, seus pais e você jantando o bacalhau que sua mãe fez e vc se sentiu angustiada por ta vivendo o mesmo capitulo de novo e de novo.. aquela sensacao que se confunde com anos anteriores... e de que nada novo vem...


o texto do chatgpt vai te ajudar a entender melhor

Há muitos anos eu carrego desejos simples, quase básicos: sair da casa dos meus pais, construir amizades que sejam presença real, conhecer alguém e viver uma relação que faça sentido. Nada disso é extravagante. Nada disso é demais. Ainda assim, o tempo passou — e esses desejos ficaram.


Em algum momento, deixaram de ser planos e viraram um peso silencioso. Não porque eu tenha parado de querer, mas porque comecei a me perguntar se havia algo de errado comigo por querer tanto e realizar tão pouco nesse campo da vida.


Eu funciono. Trabalho, cumpro responsabilidades, sigo em frente. Mas há uma parte de mim que está suspensa, como se estivesse sempre esperando autorização para começar de verdade. Morar com meus pais por tanto tempo não é só uma questão prática — é emocional. É viver num lugar onde sou adulta, mas não inteiramente dona de mim. Onde uma parte da minha energia está sempre contida.


Talvez o mais difícil seja admitir que eu me adaptei. Não porque estivesse confortável, mas porque fui forte o suficiente para aguentar. E essa força, que me protegeu por anos, hoje também me imobiliza. Ela me ensinou a não depender, a não pedir demais, a não dar trabalho. Só que vínculos, amizades e amor exigem exatamente o contrário: presença, risco, exposição.


Eu sinto frustração. Sinto raiva às vezes — não explosiva, mas funda. Raiva do tempo, das circunstâncias, talvez de mim mesma por ter esperado tanto. E também sinto medo: medo de mudar e continuar sozinha, medo de tentar e confirmar uma narrativa que já dói. Mas começo a perceber que o medo de não tentar é maior.


O que está claro agora é que a vida que eu levo hoje, por mais funcional que seja, não vai me entregar o que eu desejo. Não por falta de mérito, mas por falta de espaço. Espaço físico, emocional, simbólico. E isso não se resolve com mais paciência ou mais esforço no mesmo lugar — se resolve com movimento.


Eu não preciso ter todas as respostas. Não preciso fazer tudo de uma vez. Mas preciso parar de tratar meus desejos como algo secundário ou opcional. Eles são legítimos. Eles dizem respeito a quem eu sou e à vida que ainda quero viver.


Talvez o próximo passo não seja coragem plena, nem certeza. Talvez seja apenas honestidade: comigo mesma, sobre o que dói, sobre o que falta, sobre o que já não dá mais para adiar.


E isso, por si só, já é um começo.


de maneira geral, é isso, parece que vc fez muita coisa e nada mudou muito. o salário é o mesmo, o trabalho, o corpo... tudo muito igual...

eu queria que vc chegasse no final de 2026 com a sensaçao de que as coisas mudaram p/ melhor, sabe?

Que vc ganhe atrito com a vida, e isso te traga coisas boas <3.

Muito sucesso, Ju do futuro. Estarei aqui com vc. 


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