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if, or just when?

25 de maio de 2026 27 de maio de 2026
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719 palavras

pensei em começar falando sobre o "limite", qual seria ele e oq eu acabaria fazendo se ele chegasse, ou quando ele chegar. Mas sinto que antes de falar sobre essas coisas, devo falar sobre como estou me sentindo, o que exatamente estou sentindo para só então poder discorrer sobre esse "limite"


Em algum lugar na internet, em algum momento da minha vida, vi um texto dizendo que o "adulto" não existe, uma vez que ele nada mais é do que uma versão mais velha, mais contida e "socialmente aceita" daquele que ele foi durante a infância, sendo assim, adulto nada mais seria do que uma máscara social da qual vestimos para podermos seguir o caminho socialmente aceito e esperado.


Por mais absurdo que isso possa parecer, a primeira vista, receio dizer que, particularmente, quanto mais penso nisso, mais vejo que esse discurso se faz verdadeiro, afinal, quem somos nós senão uma versão mais triste e "capada" de nós mesmos. Digo isso pois meus desejos e gostos se mantiveram praticamente intactos desde a minha infância/adolescência.


Meu esporte favorito é futebol, desde que me entendo por gente

torço para o mesmo time, desde os meus 8/9 anos

Assisto fórmula 1, assim como fazia aos meus 5/6 anos

sou fã de artes marciais desde meus 7/8 anos

gosto de fazer trilhas/acampar, desde a primeira vez que fiz isso, em 2009

meu jogos preferidos são os mesmos de 2007/08, com algumas adições em 2022

dentre diversas outras coisas que não me recordo nesse momento


Amadurecer significa entender que, mesmo ainda sendo aquela mesma pessoa de 20 anos atrás, é necessário se adaptar àquilo que a vida adulta demanda, e nossos interesses mirins muitas vezes, ou quase sempre, não podem e nem devem ocupar um papel de protagonista em nossas vidas. Porém, aonde está a linha tênue entre "priorizar aquilo que deve ser priorizado" e "esquecer quem você é"?


Desde de que me mudei, sinto que ultrapassei a linha entre essas duas coisas e, pouco a pouco, estou deixando de ser quem eu realmente era. Estou me afastando dos meus interesses, seja pq essa cidade é um grande moedor de sonhos e pessoas, seja pq há algo de errado comigo, ou pelo menos, "algo começando a dar errado"...


Não consigo jogar futebol, não consigo praticar nenhuma arte marcial, não tenho tempo nem lugar pra estar em contato com a natureza, não tenho tempo de jogar meus jogos favoritos, não consigo fazer basicamente nada das cosas que gosto.


Contudo, por pior que isso seja, são sacrifícios toleráveis, sacrifícios que valem a pena quando se busca algo maior na vida, o problema está quando, além de não ter a possibilidade de fazer o que gosto, eu não consigo sequer fazer aquilo que quero, afinal:


Eu também gosto de cozinhar, mas isso é impossível atualmente

eu também gosto de caminhar pela cidade, mas isso também não é possível aqui

Vivo num lugar em que preciso pisar em ovos, se não o meu querido vizinho poder escrever surtar pq uma lâmpada ficou acessa por alguns segundos ou uma gaveta foi esquecida aberta

Estudo coisas que, por mais que eu gosto delas, por ter algo de errado comigo, perdi completamente o interesse nelas

faço uma IC e recebendo, somando ela e auxilio, 1000 reais, que instantaneamente se tornam 400, após pagar as contas

Não tenho dinheiro pra poder comprar a comida que quero, tenho que comer oq o central fizer

não tenho aonde caminhar, seja na cidade, seja no mato

não tenho condições de ter o mínimo de diversão, seja pelos jogos, seja pelos esportes

oq sobra???????


Com isso posto, chego naquilo que queria falar desde o início, qual é o limite e o que eu faria se, ou quando, ele chegar...


A resposta é que ainda não sei, nem qual é esse limite, nem oq faria. Mas tenho plena convicção de que ele nunca esteve tão próximo, e tenho medo do que pode acontecer quando ele chegar...


Espero que nada demais aconteça, que seja apenas uma tomada de decisão que mudará o curso da minha vida, se é que posso chamar isso de "apenas"...


era isso que tinha pra dizer por hj



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