Uma carta de 18/12/2025
Meu querido eu do futuro,
Hoje estou cansado porque dormi as 01 da manhã, para entregar a versão provisória de 34 páginas do TCP para a Anamaria ontem. Hoje também atendi na UTI de manhã dois pacientes e pela tarde atendi com a Júlia (Voluntária) e a Dani (Psicóloga Nova) um parecer da Cardio na Clínica Médica, da Sra. Maria Berenice. E hoje estou sem entender muito bem se vou ir ou não no batismo do Tonyn nesse final de semana, afinal, tenho que pagar 12 horas para ir embora no Natal de 2025 e também serei apenas padrinho de fogueira em junho de 2026. Teria que ir no final de semana pra voltar e trabalhar até terça.
Enfim, estou aqui pensando na análise dos dados que tenho que fazer para finalizar o TCP e entregar para a Orientadora. Tô pensando também na finalização do meu cenário de HUB depois desses últimos meses em que me desenvolvi pessoalmente e profissionalmente.
Nesse ano, perdi a mamãe, mas também tive muitas reflexões sobre o quanto ganhei dela nesses 23 anos de vida juntos. Nesse ano vivi uma nova relação com a vovó e passei a amá-la ainda mais. Vivi a saudade da mamãe diariamente. Vivi os dilemas com a sexualidade. Vivi os desafios da residência, das denúncias do programa ao MEC, da reorganização da residência e do planejamento para um novo 2026.
Esse ano foi longo, cansativo e sinceramente já deu o que tinha que dar. Mas apesar de tudo, sinto que esse ano me marcou de uma forma ambivalente, com o luto e com o enfrentamento. Quero viver diferente nos próximos anos, se eu tiver a chance de tê-los. Quero viver. Obrigado por ainda estar tentando. Espero que esteja menos esquecido do que estou hoje. E quero poder sempre lembrar das boas memórias da mamãe e também das boas memórias da residência vividas nesse ano, em meio ao caos que foi viver em 2025. Quero lembrar das coisas boas e torço pra que esse texto possa ajudar nisso. Abraço.