Uma carta de 10/12/2025
O ano começou e, desde dezembro/novembro de 2024, eu estava conversando com uma menina, a Luiza. Achava ela bem feia, me dava um monte de ghosting e a gente conversava tipo a cada 5h: uma mandava mensagem pra outra. A gente se viu duas vezes e ela foi meu primeiro beijo de língua de fato. Foi rápido porque eu não sabia o que fazer e aconteceu no provador da Youcom. Ficamos uns 2/3 meses conversando, daí ela parou de me responder completamente e foi isso. Nesse meio tempo em que eu estava conversando com ela, eu me assumi para a Manu, nada de muito novo pra ela.
Aí, em fevereiro, fiz uma das melhores viagens da minha vida com minha família. Os gêmeos e as meninas foram, e umas primas também. A gente alugou uma casa muito boa, numa localização perfeita, bem perto da praia. Foram uns 8/9 dias, mas foi muito bom. Quando chegamos, decidi que ia “mudar de personalidade” e falei pra irmos nos bloquinhos de carnaval: eu, Ana e Manu. Ana Paula também foi e os meninos, mas só no primeiro dia. Nesse primeiro dia eu bebi tanto que quase entrei em coma alcoólico; mas, depois de horas, eu me recuperei (depois de tomar glicose na veia) e fui curtir. Beijei mais de 10 pessoas. No segundo dia me comportei mais; beijei um tanto de gente e peguei o Instagram de vários também.
Depois as aulas começaram. Eu estava matriculada na UDF, estudando Nutrição de manhã, e era uma sala cheia de gente criança. Meu grupo era um bando de imbecis; só lembro do Raul, porque o resto dos patetas não lembro o nome. Foi bem fácil, mas ainda assim chatíssimo.
Nesse meio tempo, no final de abril, conheci a Jordana. Saímos dia primeiro de maio e foi muuuito bom. Fizemos um piquenique no Parque Asa Delta. Eu estava morta de vergonha porque nunca tinha saído num date antes e, até então, minha mãe não sabia de mim. Saímos, ela falou pra gente ir ao drive-in e foi muito bom — mal assistimos ao filme. Nesse dia ela dormiu lá em casa. Falei pra minha mãe que era uma amiga minha e ficou por isso mesmo. Nessa noite a gente estava se beijando e ela tentou fazer alguma coisa, mas eu não queria, tinha pavor, e ficou por isso. Depois disso, saímos pra almoçar algumas vezes; ficamos por um mês.
Teve a festa de casamento da minha vizinha. Eu e André não comemos quase nada porque era tudo chique. No dia seguinte fomos pra Goiânia na festa de formatura do Gabriel, que foi muito boa, mas nosso Airbnb era péssimo, muito sujo. Eu e o André nem deitamos na cama: ficamos no carro. Quando voltei pra Brasília, eu e Jordana saímos mais um pouco, e eu achei que era hora de falar pra minha mãe, porque estava ficando difícil sair toda hora tendo que mentir. A Jordana apoiou. Todo mundo achou que minha mãe ia reagir bem, mas não foi bem assim. Foi muito difícil lidar com ela. Tá, eu também passei tanto tempo escondendo que só queria fazer tudo logo de uma vez e levar a Jordana lá pra casa, mas minha mãe não deixava. Enfim…
Ficamos mais um tempo nessa, e a Jordana simplesmente disse que não queria mais, que a vibe dela era outra, e em junho acabou. Fiquei mega abalada porque eu realmente achei que ia dar certo; eu fazia de tudo por ela. Mas enfim.
Nisso, eu já tinha passado de semestre na faculdade. Tava achando um saco, mas relevei por ser o primeiro semestre.
Nas férias, a amiga da minha mãe tem uma filha que abriu uma clínica de Nutrição, e fomos à inauguração. Quando chegamos, minha mãe perguntou se ela não podia me contratar e passou meu número pra ela. Ela disse que ia conversar comigo depois. No começo de julho, ela me chamou pra conversar lá e me contratou como estagiária de Nutrição. Eu iria começar no início de agosto. Então tive a ideia de mudar minhas aulas da faculdade para a noite, porque eu entraria no estágio às 13h e às 19h já estaria lá perto para ir direto para a aula.
Depois disso aproveitei minhas férias. E, no dia 18 de julho, conheci o amor da minha vida: a Júlia. Começamos a conversar muito. No dia 24, um dia antes da minha viagem, ela deu um jeito de vir pro Plano com uma desculpa pra me ver, dizendo que ia olhar um sapato numa loja na Asa Sul (sendo que tinha uma igual perto da casa dela, na Vicente Pires). No começo, eu não queria ir de jeito nenhum; estava com preguiça, cabelo sujo, e não queria mais tentar nada romântico porque tudo dava errado. Mas do nada resolvi que ia. Molhei só a raiz do cabelo — eu estava horrorosa — mas fui.
Chegando lá, parei num estacionamento e ela estava em outro, mais afastado. Fui buscar ela. Estava morta de vergonha, com medo dela me achar feia pessoalmente. Ficamos no carro conversando. Ela falou mais que eu porque eu estava muito nervosa, e eu só ficava olhando o quanto ela era bonita, parecia uma deusa. E eu, perto dela, me sentia horrorosa. Achei que, quando chegasse em casa, ela não ia mais falar comigo. Ela ainda levou uns chocolates proteicos pra mim — fiquei sem graça de não levar nada. Mas fomos embora e, quando chegamos em casa, a conversa continuou igual.
Eu viajei no dia seguinte e achei que não íamos continuar nos falando com a mesma intensidade.
Fui pra Maceió com a Bruna e minha mãe, na casa da Sandra e do Jailson. O Hugo e a Maria Elisa, que moram lá, ficaram sempre nos levando nos lugares. A viagem foi perfeita. Eu não esperava nada, achei que ia ser mega desanimada, mas foi incrível. Fizemos vários passeios, comemos muito, e o Jailson sempre fazia tudo o que eu queria. Enquanto isso, o contato com a Júlia era frequente o dia inteiro. A casa era pé na areia, linda demais. Minha mãe chegou a comprar uma comunidade lá, ficamos super animadas, mas ao voltar pra Brasília ela cancelou.
Chegamos dia 3 de agosto em Brasília. Dia 4, a Júlia me chamou pra ir na academia dela, só acompanhar ela em VP. A gente não tinha quase nenhuma intimidade ainda; só tínhamos nos visto uma vez. Eu trouxe um tubarão pra ela, porque é o animal preferido dela. Eu não queria ir, mas fui. Fiquei morta de vergonha o tempo todo. A gente era super tímida na época. Fiquei só olhando ela treinar e, depois, fomos pro carro conversar. Ficou tarde, umas 22h. Minha mãe não parava de me ligar, mas meu celular estava no “não perturbe”. Quando deu 23h ela mandou eu voltar. Aí deixei a Júlia em casa e, no portão do condomínio, ela me puxou e demos nosso primeiro beijo ouvindo Until I Found You. O beijo em si não foi bom, mas eu estava começando a gostar dela.
No Dia dos Pais, eu e André decidimos não ir, porque meu pai não faz mais questão da gente agora que está com outra mulher e filhas. Viajou com elas pra Europa e não trouxe nada pra gente. Ainda vai para Guarajuba ano que vem com elas.
Eu e Júlia saímos mais umas três vezes. Depois fomos ao Parque de Águas Claras fazer um piquenique. Eu ainda morria de vergonha. Deitamos numa canga, levamos comidas e, numa hora, ela pediu pra eu virar de costas. Eu realmente não sabia o que ela queria. Então ela tirou um macaquinho gigante com um buquezinho que ela mesma fez pra me pedir em namoro. Na hora eu não sabia se era oficial ou não, mas aceitei — ainda na dúvida, porque eu não queria namorar em agosto. Quando cheguei em casa, contei pra todo mundo, porque ninguém sabia, e a Manu falou pra eu parar de besteira e aceitar logo. Assim eu fiz. No dia seguinte chamei a Júlia pra comprar as alianças e oficializar.
Nesse meio tempo eu estava indo para o estágio. Eu amava. Lá me tratavam muito bem; eu não era estagiária de verdade, mas fazia pouca coisa. Nessa época minha mãe estava um saco comigo por causa da Júlia, porque eu tinha me assumido há pouco tempo e ela não aceitava ainda.
O tempo passou e o estágio foi ficando insuportável. Minha chefe, que era inconveniente, começou a me tratar como serva: eu fazia tudo pra eles, ficava 6h lá e atrapalhava meus estudos porque eu não conseguia fazer mais nada. Foi realmente um inferno. Mas passou. Pedi pra sair, com dor no coração porque não ia mais ganhar dinheiro, mas todo mundo falou que seria melhor assim. Espero que, no ano que vem, eu esteja em um estágio melhor, com carga horária menor.
Agora o ano está finalizando e realizei muitas coisas que eu queria.
Minha vida está bem mais organizada. Não cheguei nem perto do peso que eu queria. Cheguei a 61kg no meio do ano — estava ótimo — mas eu queria mais. Agora estou com 64kg e não gosto nem de pensar, porque realmente fico muito mal com isso.
Estou mais sociável, estou saindo mais, inclusive com os amigos da Júlia. Trabalhei, mas quero trabalhar de novo em algo melhor.
Metas:
- ter mais liberdade com a Júlia
- viajar com ela
- estagiar
- ir bem na faculdade
- perder mais peso, chegar pelo menos aos 60kg
- um namorado para a minha mãe
- que a viagem da Itália dê certo (mas ainda não saiu do papel)
Não sei mais o que colocar no momento, mas espero que tudo esteja melhor do que está agora. Não está ruim, mas pode melhorar.
– Isabelle, 10/12