Uma carta de 05/01/2026
Meu querido eu do futuro
Neste momento, estou lendo o livro Superaprendizagem, escrito por um juiz federal. Estou próxima das 200 páginas, cheia de anotações e empolgada com as novas técnicas que quero começar a aplicar. O autor sugere escrever uma carta para o meu eu do futuro — algo que minha psicóloga já havia me proposto uma vez, mas agora venho com um novo olhar sobre isso.
Hoje, quero registrar onde estou, onde pretendo chegar e o que desejo para o futuro, refletindo também sobre os possíveis erros e sobre como posso me libertar deles.
Atualmente, estou estudando com foco total.
A curto prazo, pretendo estudar bastante, fazer concursos intermediários para ganhar aprimoramento e aproveitar as oportunidades que surgirem.
Alguns erros que preciso evitar:
Esperar validação de terceiros.
Deixar de me conhecer e de me estudar — especialmente considerando o autismo e o TDAH.
Não cuidar do meu ambiente e do meu material de estudo.
Ficar sem acompanhamento psicológico.
Deixar de me exercitar.
Não saber descansar.
Deixar de rezar.
Estou na aula 7 (ou 9) do G7, no meu curso voltado ao cargo final que almejo. Ainda estou na fase inicial dos estudos, nem cheguei ao nível intermediário. Sinto que estou aprendendo como aprender, e às vezes me dá medo de que o estudo anterior não tenha sido tão eficaz. Mas sei que é para isso que serve a revisão — para voltar, corrigir e reforçar.
Quando eu reler esta carta, espero estar em um momento mais maduro e estável, talvez já em um nível mediano de estudo, confiante de que o caminho valeu a pena. E com a ideia de que:
"Cada criatura é rascunho a ser retocado sem cessar". (José Guimarães Rosa)
Com carinho e leveza,
Vitória Andrade